Dólar a R$ 5,26 e Bolsa em Queda

Dólar a R$ 5,26 e Bolsa em Queda
Cédulas de 10 dólares, moeda norte-americana utilizada em transações internacionais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Cédulas de 10 dólares, moeda norte-americana utilizada em transações internacionais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou a R$ 5,26 nesta terça-feira (3), com alta de 1,91%, impulsionado pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela busca de investidores por ativos mais seguros. A máxima do dia chegou a R$ 5,34. No mesmo pregão, o Ibovespa caiu 3,46% e encerrou aos 182.763 pontos, após recuar quase 5% durante a tarde.

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte impacto nos mercados financeiros nesta terça-feira. O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,26, com alta de 1,91%, enquanto o Ibovespa recuou 3,46%, fechando aos 182.763 pontos, após atingir queda de quase 5% durante o pregão. A tensão internacional se intensificou após novos bombardeios entre Israel e Irã, resultando em 787 mortos iranianos. O cenário provocou interrupção preventiva na produção de petróleo e gás em países como Catar, Arábia Saudita e Israel, levando investidores a buscar ativos mais seguros.

Na véspera, a moeda norte-americana havia subido 0,59% e fechado a R$ 5,1642. A bolsa brasileira avançou 0,28% e terminou aos 189.307 pontos, apoiada principalmente pelas ações da Petrobras.

A tensão internacional aumentou após novos bombardeios entre Israel e Irã. O número de mortos no Irã chegou a 787. Durante a tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou que “praticamente tudo” foi destruído no Irã e anunciou nova onda de ataques “em breve”.

O avanço do conflito interrompeu de forma preventiva a produção de petróleo e gás em países como Catar, Arábia Saudita e Israel. O fornecimento de gás natural também sofreu impacto. O cenário ampliou a percepção de risco nos mercados e levou investidores a vender ações e comprar dólar.

Nos Estados Unidos, dirigentes do Federal Reserve também entraram no radar. O mercado acompanha possíveis impactos da alta do petróleo sobre a inflação e sobre os juros norte-americanos.

No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,3% em 2025. O resultado ficou abaixo dos 3,4% registrados em 2024 e marcou a menor alta em cinco anos. No quarto trimestre, a economia avançou 0,1%.

A agropecuária cresceu 11,7% e puxou o resultado, com safras recordes de milho e soja. O setor de serviços avançou 1,8%, mesmo com juros elevados. A indústria teve alta de 1,4%, sustentada principalmente pelas atividades de óleo e gás.

O consumo das famílias subiu 1,3%, abaixo do ritmo de 2024, pressionado por juros altos e endividamento. Os investimentos do governo cresceram 2,9%. As exportações avançaram 6,2% e as importações, 4,5%.

O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) informou a abertura de 112.334 vagas formais em janeiro.

No acumulado da semana e do mês, o dólar sobe 0,62%. No ano, a moeda acumula queda de 5,88%. O Ibovespa registra alta de 0,28% na semana e no mês e acumula avanço de 17,49% em 2026.

Fonte:Campograndenews.com.br Autor:

*Conteúdo produzido com suporte de IA