Os preços do trigo fecharam em alta nas bolsas norte-americanas. Em Chicago, o contrato março subiu US$ 3,31 e o de maio avançou US$ 2,66, segundo a consultoria Granar. O movimento refletiu preocupação com seca nos Estados Unidos e “compras oportunistas” de investidores, após as quedas recentes nas cotações do cereal.
Fator de sustentação, a falta de chuvas no centro e no sul das Grandes Planícies, região-chave para o trigo de inverno nos Estados Unidos interferiu nas negociações desta quarta-feira (11). As previsões climáticas de seis a dez dias indicam chuvas abaixo da média histórica para a região.
Segundo a consultoria, os cortes promovidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nas estimativas globais ajudaram a suportar a valorização do trigo em Chicago. A produção mundial foi reduzida de 842,17 milhões para 841,80 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram de 278,25 milhões para 277,51 milhões, um peso “simbólico”, acrescenta o boletim diário da Granar.
No Brasil, a Anec elevou sua projeção de exportações brasileiras de trigo em fevereiro de 139,3 mil para 258,9 mil toneladas, ainda abaixo das 279,7 mil toneladas embarcadas em janeiro e das 559,7 mil toneladas exportadas em fevereiro de 2025.
Câmbio e geopolítica
No mercado cambial, a leve valorização do dólar frente ao euro — em torno de 0,13% — prejudicou a competitividade do trigo norte-americano, ressalta a Granar.
O noticiário geopolítico também trouxe volatilidade. Um artigo do Financial Times sugeriu que a Ucrânia poderia realizar eleições presidenciais simultaneamente a um referendo sobre um eventual acordo de paz com a Rússia, informação posteriormente desmentida pela agência AFP com base em fontes ucranianas.
Fonte:CNNBrasil Autor: lucianafranco
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