Padre dedicou orações a Campo Grande, com pedido de amor, comunhão e fim da violência
Padre Wagner Divino abençoa os pães para distribuição aos fiéis. (Foto: Paulo Francis)
Lotada mesmo numa tarde de chuva forte, a missa em homenagem a Santo Antônio, padroeiro de Campo Grande celebrado neste sábado (dia 13), foi um momento de reflexão sobre o seu legado. Apesar de a fama de casamenteiro ser “imbatível” há 800 anos, o padre Wagner Divino destacou que a grande marca do santo foi a caridade.
A celebração do feriado de Santo Antônio em Campo Grande destacou a caridade e o legado do padroeiro para além da fama de casamenteiro. Durante missa na Catedral Nossa Senhora da Abadia, o padre Wagner Divino enfatizou a importância da partilha por meio da tradição dos pães. Nascido em Portugal, o santo foi canonizado menos de um ano após sua morte em 1231. A devocão foi trazida à cidade pelo fundador José Antônio Pereira e segue mobilizando fiéis que buscam proteção, fartura e comunhão.
Nascido em Lisboa (Portugal) com o nome de Fernando de Bulhões, Santo Antônio faleceu em 13 de junho de 1231, nas proximidades de Pádua (Itália). Ele ajudava financeiramente jovens que queriam se casar. No período medieval, era exigido um dote para o matrimônio
“Até hoje, na história da Igreja Católica, poucas pessoas foram reconhecidas como santas tão rapidamente quanto ele. Menos de um ano após sua morte, já havia sido canonizado. Não amamos alguém apenas oferecendo coisas materiais. Amamos verdadeiramente quando damos algo de nós mesmos. E dar algo que é nosso não é fácil. Foi nessa entrega plena e extraordinária que Santo Antônio viveu sua missão”, afirmou o padre.
Imagem de Santo Antônio: fama de casamenteiro e legado de caridade. (Foto: Paulo Francis)
A celebração na Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio, na Travessa Lydia Baís, reviveu a tradição de distribuir pães. “A distribuição dos pães recorda justamente isso. A partilha, a providência divina e a gratidão por tudo aquilo que Deus realiza na vida das pessoas por meio da intercessão de Santo Antônio”, enfatiza o sacerdote.
Essa tradição também está ligada a relatos de milagres. Um deles conta a história de uma mãe que perdeu o filho afogado e, sem esperança, pediu a intercessão de Santo Antônio. A criança voltou à vida, e a partir daí nasceu uma profunda devoção.
Fiéis durante a missa na Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio. (Foto: Paulo Francis)
O padre dedicou orações à cidade, com pedido de amor, comunhão e fim da violência. O santo traz a devoção do pioneiro José Antônio Pereira, fundador da Vila Santo Antônio de Campo Grande.
Repartir o pão – “Sou campo-grandense e considero uma grande honra ter Santo Antônio como padroeiro da nossa cidade. Ele é um santo muito generoso, e é uma alegria poder contar com sua bênção sobre Campo Grande”, diz a administradora Tayla Baiteiro Santos Comé, de 42 anos.
Fabrícia Oliveira Roland, de 36 anos, afirma que o simbolismo do pão está ligado à proteção e à fartura. “Sou devota de Santo Antônio desde 2021, depois que fiz uma promessa. Participo ativamente da comunidade e estou sempre presente nas missas”. Ela acompanhou a celebração com o filho Benício Roland dos Anjos, que completa um ano no fim de junho.
A policial civil Manoela Vitória de Barros, 27 anos, aprendeu mais sobre a trajetória do santo durante viagem a Portugal.
“Lá, tive a oportunidade de conhecer o local onde ele nasceu e aprender mais sobre sua trajetória. Por ser o padroeiro de Campo Grande, foi muito especial descobrir essa ligação com a nossa cidade. Muitas pessoas conhecem Santo Antônio como o santo casamenteiro, por causa da tradição de pedir graças relacionadas ao casamento. Mas, como o padre destacou hoje, ele é muito mais do que isso. Foi um grande pregador, um grande orador e teve a graça de carregar o Menino Jesus”.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.
Fonte:Campograndenews.com.br Autor:
*Conteúdo produzido com suporte de IA



