mudanças climáticas exigem ação urgente

mudanças climáticas exigem ação urgente
Pantanal em períodos de seca. (Foto: SOS Pantanal)

Mario Haberfeld alerta que tempo mais seco amplia incêndios e pressiona para a conservação do Pantanal

Pantanal em períodos de seca. (Foto: SOS Pantanal)

O avanço das mudanças climáticas tem acelerado os riscos sobre o Pantanal e exige respostas mais rápidas para evitar perdas ambientais irreversíveis. O alerta é do fundador da ONG Onçafari, Mario Haberfeld, que defende a ampliação urgente de ações de conservação diante da intensificação de eventos extremos no bioma.

Fundador da ONG Onçafari, Mario Haberfeld, alerta que as mudanças climáticas aceleram os riscos ao Pantanal e exigem respostas urgentes. Ele aponta que incêndios devastaram ao menos 30% do bioma nos anos 2000 e 2024, matando animais monitorados como onças-pintadas. Para ele, é preciso ampliar corredores ecológicos, engajar a sociedade e expandir o ecoturismo como forma de conciliar preservação e desenvolvimento econômico.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, na edição deste domingo, Haberfeld afirmou que o tempo se tornou um fator crítico na proteção ambiental. Segundo ele, os últimos anos já refletem esse cenário, com aumento das temperaturas e maior concentração de carbono na atmosfera, o que contribui diretamente para a frequência e intensidade de incêndios florestais.

Os efeitos já são concretos. O fundador da Onçafari relembra episódios recentes em que grandes áreas do Pantanal foram consumidas pelo fogo, com impactos severos sobre a fauna. Nos anos 2000 e 2024, pelo menos 30% do Pantanal foi consumido pelas queimadas. Animais monitorados pela organização, incluindo onças-pintadas, não resistiram. Em meio às chamas, equipes atuaram no resgate de espécies feridas, mas a dimensão dos incêndios limita o alcance dessas ações.

Para Haberfeld, a conservação precisa ganhar escala e velocidade. Ele destaca que iniciativas como a criação de corredores ecológicos, que conectam grandes áreas preservadas,  são fundamentais para garantir espaço e condições de sobrevivência para a fauna. Atualmente, projetos ligados à organização já conectam centenas de milhares de hectares no Pantanal, envolvendo também proprietários rurais em estratégias de preservação.

Onça com as patas queimadas durante tratamento em 2024 (Foto: Álvaro Rezende/Governo de MS/Divulgação)

Outro eixo considerado essencial é o engajamento das pessoas. Na avaliação do fundador, a conservação ambiental depende diretamente da participação da sociedade e da criação de modelos que conciliem proteção e desenvolvimento econômico. Nesse contexto, o ecoturismo surge como uma ferramenta importante, ao gerar renda e incentivar a manutenção do ambiente natural.

A atuação da Onçafari também inclui a prevenção e o combate a incêndios, apontados como a principal ameaça atual às áreas conservadas. Ainda assim, Haberfeld reconhece que os esforços são desafiados pela escala crescente dos eventos climáticos extremos.

Diante desse cenário, ele defende que a resposta precisa ser proporcional à urgência do problema. Para o fundador da ONG, não basta manter as iniciativas existentes, é necessário expandi-las rapidamente, com apoio de parcerias, investimentos e políticas que fortaleçam a proteção do Pantanal.

A preocupação, segundo ele, vai além da preservação em si. Trata-se de garantir que as ações avancem no mesmo ritmo das mudanças climáticas, antes que os impactos sobre o bioma e sua biodiversidade se tornem ainda mais difíceis de reverter.

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Fonte:Campograndenews.com.br Autor:

*Conteúdo produzido com suporte de IA