De relações internacionais a padeira, ela se apaixonou pelas massas na faculdade e trouxe sabores para cá
Juliana largou Relações Interacionais para trazer pedaço da França para Campo Grande (Foto: Paulo Francis)
Juliana Torres, de 32 anos, trocou a rotina burocrática de Relações Internacionais pelo cheiro de manteiga e massa folhada saindo do forno. Depois de anos trabalhando na área em São Paulo, ela decidiu mudar de vida e trouxe um pedaço da França para Campo Grande depois de se formar em panificação pela tradicional e mais famosa escola de culinária, Le Cordon Bleu.
Juliana Torres, de 32 anos, trocou a carreira em Relações Internacionais pela panificação artesanal após se formar na renomada escola Le Cordon Bleu. Em Campo Grande, ela abriu uma padaria especializada em folheados e massas artesanais, trazendo um toque francês para a cidade. O estabelecimento oferece uma variedade de produtos, incluindo croissants, pain au chocolat e medialuna argentina, todos preparados com ingredientes importados e técnicas tradicionais. Os preços variam de R$ 9 a R$ 20, com fornadas diárias de pães especiais e um cardápio rotativo durante a semana.
Há um ano, a padeira abriu o próprio cantinho focado em folheados e massas artesanais. A mudança, na verdade, não veio de um rompimento brusco, mas de um caminho que já vinha sendo desenhado aos poucos. Juliana sempre esteve na cozinha, mesmo quando a carreira seguia outro rumo.
“Eu falo que ja mudei de vida algumas vezes, então mudar de Relações Internacionais para cozinha foi algo até que natural porque o momento que não estava no trabalho estava na cozinha. Cozinhando para família e amigos. A cozinha sempre foi um lugar natural. Mexer com pão é gostoso demais , você mistura ali a farinha água, sal e fermento e ele vira algo novo”.
Medialuna é um dos carros-chefes da padaria de Juliana, junto ao Cinnamon Roll e Croissant (Foto: Paulo Francis)
Ela conta que, pouco antes da pandemia, começou a questionar se continuaria na área em que se formou. Com a chegada da Covid-19, voltou para perto da família e, entre um curso online e outro, passou a se aprofundar na panificação. Em 2021, retornou a São Paulo decidida a aprender de forma profissional.
“Foi a primeira vez numa cozinha profissional, eu não tinha noção de nada. Nunca tinha mexido com maceira daquele tamanho, nem com controle de temperatura, que é muito preciso. E foi aí que eu me apaixonei,” lembra.
Depois da formação, passou a trabalhar em padarias da capital paulista, fazendo freelas até assumir a produção de folhados, justamente a parte que mais gosta. Técnica, paciência e precisão viraram rotina.
“É um pouco complicado, mas quando você segue as técnicas, o descanso da massa, a temperatura, fica mais tranquilo”, explica.
Juliana tem 3 funcionários, mas os Croissant são tarefa que ela não abre mão (Foto: Paulo Francis)
A decisão de voltar para Campo Grande veio no começo de 2024, junto com o desejo de estar mais perto da família. “Eu precisava ver meus pais vivendo, meus sobrinhos crescendo. E no meio do caminho, a padaria que eu iria abrir em São Paulo veio para cá comigo”.
Hoje, o espaço funciona com fornadas diárias de folhados, pão brioche, pão da casa e multigrãos. Ao longo da semana, o cardápio ganha variações: às terças e sextas, baguetes; às quartas, pão de abóbora; e às quintas, focaccias de tomate-cereja e azeitonas.
Ao todo, são oito opções de salgados folhados e um sonho feito com pão de brioche. Entre os destaques, o croissant sai por R$ 12, enquanto o pain au chocolat custa R$ 14. O croissant de amêndoas e os danishes, nas versões caprese e presunto e queijo, ficam na faixa de R$ 16. Já a medialuna, de influência argentina, custa R$ 9,00 e leva raspas de laranja e limão siciliano na massa, finalizada com uma calda de laranja.
Juliana ressalta que a medialuna é um dos carros-chefe da padaria. Apesar de não ser uma receita francesa, coube bem ao cardápio e à proposta. Para quem não conhece, a medialuna é um pão doce folhado clássico da Argentina e do Uruguai, similar ao croissant francês.
Local também serve mattha, chá verde japonês, quente e gelado (Foto: Paulo Francis)
“Eu aprendi a fazer em uma padaria em São Paulo, a família do padeiro era argentina. Trouxe para cá e o pessoal gostou, ela quase não para na vitrine”, conta.
Entre os queridinhos também está o cinnamon roll, feito com canela e açúcar mascavo. Juliana pontua que ele tem ganhado destaque nas últimas semanas e custa R$ 14. Também fazem parte do cardápio misto quente, queijo quente, bolo de chocolate e cookie. Os pães – como o pão da casa, brioche e focaccia – ficam na faixa de R$ 20.
Para acompanhar, a padaria oferece cafés e bebidas como matcha, cappuccino, iced latte, latte caramel e soda italiana, com preços que variam entre R$ 9 e R$ 20.
Mais do que técnica, Juliana faz questão de manter a essência nos ingredientes. “Aqui a gente usa tudo de verdade: farinha importada, manteiga de verdade, tudo feito aqui, sem pré-mistura”, afirma. O cuidado também aparece no sabor. “Eu não gosto de doce muito doce, então busco esse equilíbrio em tudo, até o folheado que tem recheio de chocolate, é meio amargo.”
Sem planos rígidos para o futuro, a padeira prefere pensar no presente e no que quer construir com ele. “Eu nunca fui de pensar nos próximos 5 ou 10 anos. Mas espero que a padaria seja um lugar de encontro. Ela foi criada para isso: para as pessoas se encontrarem, conviverem, ficarem à vontade.”
A padaria de Juliana se chama Jolie e está localizada na Rua Euclides da Cunha, 1595, no bairro Santa Fé.
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Fonte:Campograndenews.com.br Autor:
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