ETF de terras raras estreia na B3 em meio ao “boom” de minerais críticos

ETF de terras raras estreia na B3 em meio ao “boom” de minerais críticos
Amostras de minerais de terras raras  • REUTERS/David Becker


O mercado brasileiro passou a contar com um ETF (fundo de índice negociado em bolsa) voltado a terras raras e minerais críticos, grupo de insumos que ganhou importância na disputa entre grandes potências por cadeias de suprimento ligadas à transição energética, defesa e tecnologia.

O RARA11, da gestora Investo, começou a ser negociado no mercado primário da B3 em 26 de junho. Segundo comunicado da bolsa, as negociações no mercado secundário começam nesta segunda-feira (29).

ETF é um fundo negociado em bolsa que permite ao investidor comprar, em uma única cota, exposição a uma cesta de ativos ou empresas ligadas a determinado índice, setor ou tema.

De acordo com material da Investo, o fundo replica no Brasil o REMX, ETF da VanEck negociado na Bolsa de Nova York e domiciliado nos Estados Unidos. O produto tem como referência o MVIS Global Rare Earth/Strategic Metals Index, índice que acompanha empresas globais ligadas a terras raras e metais estratégicos.

Na prática, o ETF permite que investidores brasileiros comprem, pela B3 e em reais, exposição a uma carteira internacional de empresas do setor. A composição inclui companhias de países como China, Austrália, Estados Unidos, Canadá e Chile.

Terras raras são um grupo de 17 elementos usados em tecnologias como motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, eletrônicos e sistemas de defesa. Apesar do nome, esses minerais não são necessariamente raros na natureza. O principal desafio está na capacidade de separar, refinar e processar os materiais em escala industrial.

Esse gargalo transformou as terras raras em tema estratégico para governos e empresas. A China concentra a maior parte da capacidade global de separação e refino desses elementos, o que levou Estados Unidos, União Europeia, Austrália e outros países a ampliarem políticas de financiamento e apoio a cadeias alternativas de minerais críticos.

O material da Investo afirma que o RARA11 dá acesso a mais de 30 empresas especializadas em terras raras e metais estratégicos. Entre as maiores posições aparecem companhias como Albemarle, Pilbara Minerals, China Northern Rare Earth, MP Materials e Lynas Rare Earths.

Além das terras raras, o índice também inclui minerais considerados críticos para a transição energética e para setores industriais sensíveis, como lítio, cobalto, titânio, molibdênio e tungstênio.

O lançamento ocorre em um momento de maior atenção do mercado financeiro a ativos ligados a minerais críticos. A demanda por esses insumos tem sido impulsionada por veículos elétricos, energia renovável, semicondutores, defesa e tecnologias de armazenamento de energia.

Ao mesmo tempo, o setor é marcado por alta volatilidade, dependência de decisões políticas e concentração de oferta.

 



Fonte:CNNBrasil Autor: gabrielgarcia

*Conteúdo produzido com suporte de IA