Policial preso em operação volta ao trabalho em Campo Grande

Policial preso em operação volta ao trabalho em Campo Grande
 Célio (camisa cinza) durante conversa com o traficante Douglas na porta de delegacia. (Foto: Reprodução)

Célio Rodrigues Monteiro, o “Manga Rosa”, teve fiança arbitrada em R$16.210,00 no dia 24 de março

 Célio (camisa cinza) durante conversa com o traficante Douglas na porta de delegacia. (Foto: Reprodução)

Oito dias após ser solto, o investigador da Polícia Civil Célio Rodrigues Monteiro, o “Manga Rosa” foi designado para assumir funções administrativas na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. O servidor havia sido preso na operação Iscariotes, deflagrada pela PF (Polícia Federal) que investiga esquema milionário de contrabando.

Oito dias após ser solto, o investigador da Polícia Civil Célio Rodrigues Monteiro, o “Manga Rosa”, preso na operação Iscariotes da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em contrabando, foi designado para funções administrativas na 1ª Delegacia de Campo Grande por 90 dias. Ele havia obtido liberdade provisória mediante fiança de R$ 16.210 após decisão do juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini.

Quando foi alvo de mandado no dia 18 de março, Célio estava lotado na delegacia de Sidrolândia, a 71 quilômetros da Capital. Ele foi capturado e dois dias depois perdeu o cargo de chefia na unidade.

A transferência de unidade foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) desta quarta-feira (1°). O texto é assinado pelo delegado-geral Lupersio Degerone Lucio e determina que o investigador deve cumprir atividades “estritamente administrativas” na 1ª DP por 90 dias.

No dia 23, foi publicado então o afastamento das funções no Diário Oficial do Estado. O texto, assinado pelo corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Clever José Fante Esteves, relatava que o afastamento aconteceu após decisão judicial que decretou a prisão preventiva.

Além do afastamento das funções, a Corregedoria determinou uma série de medidas administrativas, incluindo o recolhimento de arma funcional, carteira policial e demais itens institucionais, bem como a suspensão de acessos a sistemas internos da Polícia Civil.

Também foi instaurado procedimento disciplinar para apurar a conduta dos investigadores. A decisão tem efeito retroativo à data do cumprimento dos mandados de prisão.

Fiança – Já no dia 24 de março, o juiz federal da 5ª Vara de Campo Grande, Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, concedeu liberdade provisória a Célio. O magistrado determinou as seguintes medidas cautelares: pagamento de fiança de 10 salários-mínimos (R$ 16.210), comparecimento periódico em juízo, não praticar crimes ou contravenções penais e ausentar-se de Campo Grande somente para trabalhar.

A defesa alegou que faltava contemporaneidade para a prisão, pois os últimos indícios de envolvimento nos fatos criminosos foram colhidos em abril de 2024, muito distante da ordem de prisão preventiva, além de “prova reciclada” de outras apurações e falta de individualização da conduta.

Já o MPF (Ministério Público Federal) manifestou-se pela imposição de monitoração eletrônica, fiança no valor de R$ 50 mil e comparecimento periódico em juízo. Para  o magistrado, a monitoração eletrônica é desnecessária.

“Iscariotes” –  Durante a operação, 200 policiais federais cumpriram cerca de 90 ordens judiciais, sendo 31 mandados de busca e apreensão, 4 mandados de prisão preventiva, 1 monitoramento eletrônico, 2 afastamentos de função pública, 6 suspensões de porte de arma e bloqueio de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, que somam cerca de R$ 40 milhões.

A investigação revelou esquema envolvendo policiais civis e militares, da ativa e aposentados, para transportar mercadorias ilegais. O grupo ainda atuava na lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos valores obtidos com a prática criminosa.

Os policiais estiveram em endereços no Bairro Universitário e no condomínio Alphaville, além dos 4 boxes no Camelódromo e duas lojas em um posto de gasolina pertencentes a Clenio Alisson Tavares e o filho dele Brendon Alisson Medeiros Tavares. Na ocasião, o também policial civil Edivaldo Quevedo da Fonseca foi preso.

Fonte:Campograndenews.com.br Autor:

*Conteúdo produzido com suporte de IA