Trecho da BR-262, rodovia que integra a Rota da Celulose (Foto: Arquivo)
Com a nova concessão da Rota da Celulose, motoristas que trafegarem pela BR-262 entre Campo Grande e Três Lagoas poderão pagar cerca de R$ 57 em pedágio, valor que varia conforme o número de pontos de cobrança eletrônica cruzados ao longo do trajeto e a aplicação do desconto previsto no contrato.
A nova concessão da Rota da Celulose estabelece que motoristas que trafegam pela BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas, pagarão aproximadamente R$ 57 em pedágio. A cobrança será realizada por meio de leitura automática da placa do veículo ou etiqueta eletrônica, distribuída em quatro pontos ao longo do trajeto.O valor final do pedágio considera um desconto de 9% oferecido pelo consórcio vencedor e pode variar conforme a duplicação das rodovias. Dos 870 quilômetros concedidos, 115 serão duplicados, sendo a maior parte na BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.
Essas cobranças não serão feitas em praças físicas, mas por meio de leitura automática da placa do veículo ou de etiqueta eletrônica. Na prática, o custo do pedágio deixa de ser um valor único e passa a ser formado pela soma das passagens por esses pontos ao longo da rodovia. No caso da BR-262, o motorista cruza quatro pontos de cobrança ao longo do percurso, identificados no projeto como 04, 03, 02 e 01. É essa soma que define quanto será pago ao final do trajeto.
A diferença de centavos observada nos cálculos ocorre porque os valores divulgados publicamente nem sempre deixam claro se o desconto ofertado no leilão já foi aplicado. O documento que traz a modelagem econômico-financeiro edital apresenta os valores cheios das tarifas, que servem como referência.
Tabela com os pórticos e suas respectivas tarifa sem o desconto de 9%; números em azul sofrem alteração por serem projetadas para duplicação
Já no leilão, o consórcio vencedor ofereceu desconto de 9% sobre a tarifa-base, percentual que precisa ser aplicado depois para se chegar ao valor efetivamente pago pelo usuário. Quando esse abatimento é considerado corretamente, o total fica ligeiramente menor do que em levantamentos que usam outro percentual ou apenas os valores de referência.
O mesmo raciocínio vale para os demais trechos concedidos. Quem utiliza o eixo formado pela MS-040 e pela MS-338, entre Campo Grande, Santa Rita do Pardo e Bataguassu, passa por quatro pontos de cobrança eletrônica, os de número 05, 11, 06 e 07. Já na BR-267, que liga Nova Alvorada do Sul à divisa com São Paulo, o trajeto completo envolve outros quatro pontos, identificados como 10, 09, 12 e 08. Em todos os casos, o valor final depende da quantidade de pontos atravessados e da aplicação do desconto previsto no contrato.
Outro fator que influencia o preço ao longo do tempo é a duplicação das rodovias. Dos mais de 870 quilômetros concedidos, apenas 115 quilômetros terão pista duplicada. A maior parte dessa ampliação está concentrada na BR-262, no trecho entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, com pouco mais de 100 quilômetros duplicados.
Há ainda cerca de 13 quilômetros de duplicação previstos na BR-267, em Bataguassu. Nos trechos duplicados, o próprio modelo da concessão prevê alteração no valor da tarifa, já que a cobrança considera o padrão da via.
Isso significa que alguns pontos de cobrança terão valores diferentes no início da concessão e após a entrega das obras. A modelagem já antecipa essa mudança ao apresentar tarifas distintas para o primeiro ano e para o fim do contrato nos trechos que passarão por ampliação de capacidade.
É importante destacar que o pedágio não será um número fixo ao longo dos 30 anos de concessão, mas um valor que pode mudar conforme o avanço das obras e os reajustes previstos em contrato.
Fonte:Campograndenews.com.br Autor:
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