MP cobra explicações sobre taxa de conservação em Bonito, 15 de janeiro

MP cobra explicações sobre taxa de conservação em Bonito, 15 de janeiro
Monumento das Piraputangas, na Praça da Liberdade, em Bonito. (Foto: Paulo Francis)

Monumento das Piraputangas, na Praça da Liberdade, em Bonito. (Foto: Paulo Francis)

Provocado por abaixo-assinado de 82 páginas, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) cobra explicações da Prefeitura de Bonito, a 297 km de Campo Grande, sobre a metodologia para o cálculo da TCA (Taxa de Conservação Ambiental).

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cobrou explicações da Prefeitura de Bonito sobre a metodologia utilizada para calcular a Taxa de Conservação Ambiental (TCA), instituída em 2021 e regulamentada em 2025. A taxa, de R$ 15 por dia por turista, é questionada pelo promotor Felipe Blos Orsi, que solicitou detalhes sobre controle, fiscalização, arrecadação e aplicação dos recursos. Além disso, o MP quer saber sobre a contratação do seguro de vida obrigatório previsto na lei e se houve estudo técnico que justifique o valor cobrado. A TCA destina 20% dos recursos à saúde pública para atendimento pré-hospitalar aos turistas, enquanto o restante é voltado para conservação ambiental. A Justiça já rejeitou uma ação de associações turísticas contra a taxa, por falta de provas de prejuízos diretos. A Prefeitura de Bonito ainda não se pronunciou sobre as demandas do MP. A taxa não se aplica a crianças menores de 7 anos, moradores locais e trabalhadores.

A cobrança de R$ 15 por dia dos turistas que visitarem a cidade é válida desde 20 de dezembro do ano passado. A taxa foi instituída pela Lei Complementar 162, de 2021, mas só foi regulamentada pelo Decreto 412/2025, publicado em 2025.

O promotor substituto Felipe Blos Orsi requereu ao prefeito Josmail Rodrigues informações que especifiquem os mecanismos de controle, cadastramento, emissão de vouchers, fiscalização e arrecadação da taxa.

Outro questionamento da promotoria ao Poder Executivo é sobre os serviços abrangidos pela cobrança. O MP ainda requereu informações sobre a contratação de seguro de vida obrigatório, que consta na lei da TCA. As dúvidas são: já foi realizada a licitação e qual o custo efetivo por pessoa?

O promotor também pede dados sobre a transparência na arrecadação da taxa e aplicação dos recursos.

Conforme o decreto, estão isentos da cobrança as crianças menores de 7 anos, os moradores de Bonito e trabalhadores/prestadores de serviço.

De acordo com a lei, 20% do valor se destina à saúde pública para garantia de assistência médica pré-hospitalar enquanto o visitante permanecer em Bonito e seguro de vida.

O restante será repassado para conservação de cabeceiras dos rios, conservação das estradas vicinais que dão acesso aos atrativos turísticos, controle e prevenção de poluição, destinação final de resíduo sólido e demais ações de conservação do meio ambiente.

O documento levado ao MPMS aponta que a taxa foi fixada em valor aleatório,  sem estudo técnico que demonstre o custo real.

Em 8 de janeiro, a Justiça extinguiu ação de associações do turismo contra a taxa cobrada em Bonito. O juiz Milton Zanutto Junior entendeu que o tipo de processo usado não permite questionar a aplicação geral da lei municipal.

O magistrado também apontou que as entidades não apresentaram atos concretos que comprovassem prejuízo direto. A ação contra a cobrança foi proposta pela Abaetur (Associação Bonitense de Agências de Ecoturismo), pela ABH (Associação Bonitense de Hotelaria) e pela AGTB (Associação de Guias de Turismo de Bonito).

A Prefeitura de Bonito informa que recebeu a solicitação encaminhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e que a demanda já foi direcionada às áreas técnicas e jurídicas responsáveis para análise.

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Fonte:Campograndenews.com.br Autor:

*Conteúdo produzido com suporte de IA