estiagem acelera obras no Paraguai e reduzirá custos em 40%

estiagem acelera obras no Paraguai e reduzirá custos em 40%
Maquinário ajusta estrutura da pavimentação no departamento de Boquerón (PY). (Foto: Toninho Ruiz)

Trecho de 224 km entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo recebe base estruturada

Maquinário ajusta estrutura da pavimentação no departamento de Boquerón (PY). (Foto: Toninho Ruiz)

Obras de pavimentação avançaram nesta semana no trecho de 224 quilômetros da rodovia PY-15, conhecida como “Picada 500”, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, no Departamento de Boquerón, Paraguai. Imagens feitas pelo cinegrafista Toninho Ruiz nesta terça-feira (11) mostram todo o trabalho feito pelo consórcio responsável pelas obras.

As obras de pavimentação na rodovia PY-15, conhecida como “Picada 500”, avançam no Paraguai. O trecho de 224 quilômetros entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo conta com 680 trabalhadores e investimento de US$ 354 milhões, com previsão de 80% de conclusão até 2026. O projeto integra a Rota Bioceânica, que conectará o Oceano Atlântico ao Pacífico, reduzindo custos logísticos entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A expectativa é diminuir em até 40% os custos de exportação em comparação à rota do Canal do Panamá.

O cronograma oficial prevê que até 80% do trecho estará pronto até o final de 2026, segundo fontes do governo paraguaio.

Cerca de 680 trabalhadores, entre locais e migrantes, atuam em regime de turnos contínuos para movimentar pedra britada, operar usinas de mistura de agregados e aplicar o chamado “colchão de pedras”. O modo de operação foi ajustado para aproveitar a estiagem no Chaco paraguaio, condição que favorece a execução da terraplanagem e da implantação da base cimentada.

“Colchão de pedras” começa a tomar forma no lado paraguaio da Bioceânica. (Foto: Toninho Ruiz)

O governo paraguaio, por meio do MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações), autorizou a aplicação da base granular de 30 centímetros sobre quatro lotes tocados por consórcios contratados, como parte do investimento de US$ 354 milhões.

A ação integra o corredor da Rota Bioceânica, que visa conectar o Atlântico ao Pacífico para reduzir custos logísticos entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Cerca de 680 operários trabalham nesta etapa da obra, informa o MOPC. (Foto: Toninho Ruiz)

Além da base estrutural, as frentes de trabalho incluirão a pavimentação asfáltica, a construção de acessos, reforço de travessias urbanas e a instalação de sistemas de sinalização. A conclusão do trecho Picada 500 é vista como passo para consolidar a Rota Bioceânica, abrindo caminho para o escoamento de cargas brasileiras até os portos chilenos de Mejillones, Antofagasta e Iquique.

Conforme o Governo de Mato Grosso do Sul, a expectativa é que a logística de exportação reduza em até 40% o custo frente à rota tradicional via Canal do Panamá.

Passarela começa a ser montada no lado brasileiro da rota. (Foto Toninho Ruiz)

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Fonte:Campograndenews.com.br Autor:

*Conteúdo produzido com suporte de IA